Pedro Lapa e o Museu do Chiado

Eu não conheço o Dr. Pedro Lapa nem o Dr. Pedro Lapa me conhece. Eu não conheço a Dra. Helena Barranha (a nova directora do museu) nem a Dra. Helena Barranha me conhece.

Aquilo que conheço e que condeno (se na minha humilde atitude poderei condenar alguma coisa) é que os Portugueses são avessos às mudanças. E eu ainda não consegui perceber por que razão.

Em Espanha, país onde vivi e trabalhei durante dois anos (sou tão nova e já tanto devo a Espanha), os cargos na Cultura gozam de uma rotatividade invejável. E não é por se ser um excelente director que teremos um cargo vitalício num museu. Dou o exemplo do excelente papel desempenhado por Rafael Doctor no MUSAC, em León. Contudo, Rafael Doctor já abandonou o cargo e entregou a pasta a uma outra pessoa, que se espera que continue a linha programática de excelência do seu antecessor mas que traga também alguma mudança/novidade.

É esta mudança que se anseia. É esta mudança que cria novas sinergias.

O Dr. Pedro Lapa chegou ao museu como conservador em 1990 e assumiu a direcção em 1998. Estamos em 2009. Façam as contas.

Entendo e respeito que haja gente a assinar um manifesto contra o afastamento do Dr. Pedro Lapa do Museu do Chiado. Contudo, não contem com a minha assinatura. Não que ela seja importante. Mas não será, com certeza, mais uma.

Cláudia Camacho

AntiFrame – Independent Curating Project


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